FELIZ ANO NOVO PARA TODOS VÓS!
Licínia
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Licínia Quitério
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11:20 da manhã
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1:46 da tarde
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10:40 da manhã
Os textos de escrita criativa que tenho andado a publicar resultam de desafios lançados no Facebook pelo meu amigo José Pires que os põe ao dispor do seu grupo de amigos. Por todos os impropérios que se lancem sobre a realidade das redes sociais da internet, a verdade é que as pessoas que lá estão são as mesmas com quem nos cruzamos, ou as que nunca veremos mas existem. Daí que nas redes circulem todos os vícios e virtudes inerentes aos humanos que somos. Lá aparecem os invejosos, os aduladores, os convencidos, os fúteis, os desinteressantes, mas também os generosos, os atentos, os talentosos, os sinceros, os que valem a pena. Pessoas interessantíssimas por lá tenho encontrado e com elas tenho trocado saberes, sendo apreciável o montante de conhecimentos que vou colhendo e também divulgando. A net nunca substitui o real, mas acrescenta-o, para o bem e para o mal. Essa a escolha que nos cabe, como em todas as nossas vidas.
Licínia Quitério
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4:21 da tarde
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3:39 da tarde
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3:22 da tarde
TEMA
«Que fado te enraizou, porque cresceram os ramos no teu corpo de mulher?» — perguntou o caminheiro enquanto se apoiava no bordão, dispondo-se a ouvir a história.
«Bem, eu…»
DESENVOLVIMENTO
Bem, eu tenho nas seivas lembranças de mulher. Correm rápidas quando a primavera se anuncia e o meu tronco estremece e nos ramos passam falas que vegetais não são. Não sei ao certo o que quer dizer amor, mas sei que é quando os pássaros me procuram e se aconchegam por entre a macieza verde da folhagem. Lembro-me da ardência do verão na pele que já foi seda e agora é lenho. Chamam-me louca porque me dispo quando chega o frio. Nunca o fiz quando tive o nome de mulher e só à lua mostrva o meu corpo livre, leve, quente por dentro da noite, quando as florestas me chamavam. Não sei quando os meus pés se afundaram na areia e se alongaram e procuraram os bichos cegos de pelagem suave. Foi há muito tempo já. Foi, já te disse, quando eu ainda tinha nome de mulher. Nesse tempo eu queria saber do interior da terra e das alturas do céu. E corria, corria. E tudo me fugia. Agora que me chamam árvore, sei dos segredos da água e da escuridão da terra. Sei também da espessura do azul que acaricia os muitos braços que ganhei. Esqueci o rosto que já tive. Tenho agora os mil rostos dos caminheiros que me fitam. Sei muito de árvore e pouco de mulher. Quem me fadou não sei que forma tem. Dele só sei um nome. Sonho. De sonhar. Respondi-te?
Licínia Quitério
foto da net
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1:49 da tarde
Portugal é o lugar geométrico hoje definido pelas suas fronteiras seculares. Nesse lugar nascem e vivem pessoas que falam a mesma língua e constroem uma memória comum onde se guarda a história das muitas histórias que vão sendo vividas. Por outros lugares que não este, os Portugueses foram passando e, com as vicissitudes dos tempos, foram deixando laços de novas memórias partilhadas e sempre contadas em Português, também ele eivado de novidade. Nesses lugares em que hoje se vive, mais ou menos portuguêsmente, se remete para um Portugal distante que por ali passou, deixou semente e a casa voltou. Portugal físico é o lugar e as suas gentes. A língua portuguesa será a sua reserva e extensão de afectos a que também se pode chamar cultura.
Licínia Quitério
Nota: Este texto e o anterior são respostas a desafios lançados no Facebook, pensados e escritos na hora.
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1:38 da tarde
Portugal é o lugar que me coube no nascer e decerto no morrer. Amo-o e detesto-o, mas dele não posso nem quero alienar-me. É a minha memória, a minha língua, a minha paisagem. É pequeno, é tristonho, conformadinho. Desculpa-se com o fado e a saudade para não ter de falar em futuro. Por vezes, tem rasgos de audácia e sai da sua modorra para a descoberta das terras, do sol, da liberdade.Sabe fazer a festa do vinho, da bailação, do abraço amigo, do amor atrevido. Detesto-o quando é snob, presunçoso, chorando impérios e prometendo outros. Adoro-o quando se senta à sombra, a preguiçar, e depois se levanta e arruma uma quadra e nunca a lê ao filho que é doutor.
Talvez eu fale de um Portugal que só existe porque eu o quero assim.
Licínia Quitério
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1:25 da tarde
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1:20 da tarde