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15.8.11

A PRAÇA



Os frutos da terra, os frutos do mar apresentam-se. Sobre as terras, sobre as águas, a coberto de sol e chuva ou expostos ao que do céu vier, os mercados existem por aí, mundos fora. Com maior ou menor ruído, encorpadas gritarias ou silêncios de freguesia ausente, os mercados resistem. Alindam-se, alinham-se, arrumam saudades de outras saudades. Fui ali à praça, demorar o olhar na grande faca espetada na grande abóbora, espantar-me com o ritmo ameaçador do afiar de outra faca pela peixeira de lábios finos e cerrados, cheirar o estendal de flores, adivinhar o cansaço dos velhos poisados em caixotes, remoendo amarguras entre o tempo do pessegueiro e o da jovem que desdenha a pele dorida do pêssego. Ó querida, ó linda, hoje não quer nada meu?


Licínia Quitério

8.8.11

A BARCA

3.8.11

FELIZMENTE


Felizmente há as pedras, as flores, os frutos, os bons humanos que as talham, as plantam, os colhem. A harmonia do cosmos não falha, nem há estrelas de perder ou ganhar.


Licínia Quitério

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