30.12.12
23.12.12
EDUARDO
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8:58 da tarde
17.12.12
POESIA
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O PEDRO RAMOS leu o meu livro OS SÍTIOS e fez este desenho que me ofereceu. A Poesia continuou, noutro registo.
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4:11 da tarde
8.11.12
CRÓNICA DE POBREZA
foto da net
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7:38 da tarde
24.10.12
DONA AUGUSTINHA
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2:58 da tarde
14.9.12
LISBOA
Amei-te, quando te ofereceram a madrugada limpa de Sofia e a cobardia dos tiranos não suportou a pulsação das flores.
Vivi as tuas praças ensolaradas de cantos e de pássaros novos chegados de longe para te ver abrir o sorriso de pedra e rio.
Atenta ao regresso dos corvos, assustei-me com as sombras dos esqueletos nos balcões apagando as sardinheiras, com a turvação do rio, com as moedas por detrás da mesa, trinta vezes trinta.
Falo-te e choro-te, cidade do meu norte e do meu sul, porque seca e cabisbaixa te vejo, catando despojos de batalhas perdidas, agoniada nas sirenes das ambulâncias, roída pelos ratos que perderam as naus, encalorada pelas áfricas que acolhes e rejeitas e maltratas como se não quisesses fazer-lhes filhos tantos.
Guardo-te, com o peito a latejar de ausência, no meu cofre de vaidade e ternura, para que não te percas, não te vendas, não expulses os teus homens novos, não mates as tuas mulheres velhas, não ponhas de novo o pé à parede como faziam as sem amor antes daquela imensa madrugada.
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11:04 da manhã
10.8.12
ALCINA MAGRINHA DE PERNA BONITA
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6:58 da tarde
4.7.12
ESTENDAIS
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3:18 da tarde
25.6.12
O LINHO
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9:39 da tarde
AS ALMAS
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2:51 da tarde
16.6.12
ARROZ DE TELHADO
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3:42 da tarde
15.6.12
A PORTA DA TARDE
Nota: Resposta ao desafio em http://outrostemas.blogspot.pt
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2:18 da tarde
13.6.12
ERA UMA CASA
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9:51 da tarde
"O DESPERTAR DOS VERBOS"
Poema de Mário Domingos, do seu único e grande livro. Foi o Amigo, ficou a Poesia e a Saudade.
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5:21 da tarde
9.6.12
TADZIO
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5:31 da tarde
20.5.12
AVE
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5:46 da tarde
14.5.12
O CALOR E O VERDE
Foram os dias do calor e do verde. A luminescência do granito acendia estrelinhas sob os nossos passos. A sinfonia de verdes, nas alturas da Penha, dissipava todo o cansaço que do corpo se esquecia. Da humildade dos musgos à altivez das frondes dos carvalhos, toda uma gama de ondas de cor e de luz, que uma e a mesma coisa são, mas nos confundem o desejo de diversidade. As grandes pedras, solitárias ou em acasalamentos de improvável estabilidade, chamam-nos, provocam-nos, sugerem a nossa pequenez, a quase transparência que somos no tempo do calor e do espanto. Só quando regressamos ao casulo dos dias, repegamos a construção da solidez, antes de sermos, nós também, uma cor, uma luz, na última, possível, única dimensão.
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6:43 da tarde
14.4.12
TECLADO
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2:49 da tarde
21.3.12
CLARISSE
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4:30 da tarde
12.3.12
SOMBRAS
Foi mesmo ela que me contou. Pausadamente, a retirar da mala um lenço de papel para limpar os óculos. Sabe que, quando aborda aquele assunto, as lentes, a certa altura, ficam embaciadas. É ainda uma mulher corpulenta, vistosa, de queixo erguido e passo firme. As rugas ficam-lhe bem quando sorri largamente. Não nos conhecíamos há muito, mas havia qualquer traço que nos ligava e nos fazia gostar de caminhar lado a lado, falando sem precisar de nos olharmos. Fora sempre uma mulher à frente do seu tempo, como se diz de alguém que procura o sítio de viver.
Se estiver a aborrecer-te, diz, que eu mudo de assunto.
Não esperou pela resposta. Continuou a relatar o seu pedaço de história, com a desenvoltura de quem decorou para sempre o papel que lhe atribuíram.
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11:35 da manhã
15.2.12
O TALÃOZINHO
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3:23 da tarde
13.2.12
OS POETAS, OS GATOS, OS PARQUES
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11:46 da manhã
8.2.12
UM CONCERTO ROMÂNTICO
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9:21 da tarde
A CAIXA DE MÚSICA
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8:15 da tarde
6.2.12
LAURISSILVA
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9:01 da tarde
COISAS ESTRANHAS
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12:30 da tarde
23.1.12
UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR
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10:56 da manhã
20.1.12
MEIAS TINTAS
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8:59 da tarde
12.1.12
MIL FORMAS
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4:52 da tarde
2.1.12
ESTE MAR
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