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18.6.16

MACIA, A MANHÃ


Acordou macia, a manhã. Macia e morna. Depois do Sol impante, do vento impertinente, uma pequena chuva molhou a noite e continua dia fora. O rodado dos carros, menos apressados, amortece o som no chão molhado. Lavadas do pó, as árvores põem o fato verde-jade que lhes cresceu com a Primavera. As pessoas adoçam as vozes, para não abafarem segredos húmidos de ramo em ramo, de mesa em mesa. Suave a manhã, de calma a cobrir a insolência dos dias idos.

Licínia Quitério

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