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22.2.15

ARCAS


A revolver arcas, digitais e das outras, onde dormem textos, apontamentos, mais ou menos diarísticos, mais ou menos ficcionados, desabafos em tempos ruins, cartas que nunca seguiram, recados que não foram dados. Uma vida feita também de palavras escritas, que as ditas o vento as leva, apenas uma ou outra pousando, por um tempo mais ou menos escasso, no coração ou na memória de alguém.
Os computadores entraram na minha casa ainda se chamavam Texas Instrument ou Spectrum ZX e nunca mais de cá sairam, renovando-se. Até determinada ocasião, cada um maior que o anterior, e agora, na ordem inversa, cada vez mais pequenos, mais leves, um dia destes diáfanos, quem sabe não mais que hologramas.
E veio a propósito falar de computadores, porque sem o seu hábito e uso, muito provavelmente eu não estaria hoje a aceder, com facilidade e displicência, a toda a tralha produzida, em papéis vários, tempos vários, modos vários, descontando a que se foi perdendo por lugares vários.

Também este foi hoje um modo de me contar, se bem que de pequena monta o interesse desta contagem.

Licínia Quitério

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