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12.9.11

TÃO POUCO BASTA



Tão pouco basta para ficar assim diluída, distante, demorada, assombrada, ausente, pateticamente feliz, pateticamente lacrimosa. Na viela que me atravessa, no rasgão de prata a que se chama mar, na barra azul-azul, no oiro da tarde arredondando esquinas, esquadrias. Tão pouco é este tudo, partícula de um tempo efêmero e absoluto. Lamento de gaivota, rumorejar de folhas, cheiro a vísceras da terra, palavra perdida, mansa, indecifrada, minha.



Licínia Quitério

1 comentário:

Maria disse...

Este tão pouco é já bastante!
Belíssima foto!

Beijo, Licínia.

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