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13.9.11

AS LUMINÁRIAS



Não, não te pedi que semeasses luminárias na seda salgada da tarde. É mesmo coisa tua. Gostas de me fazer surpresas, de me oferecer o que não tem preço. O teu vulto em contraluz é igual ao recorte que os meus olhos vêem na brancura das paredes do Verão. Sobressalto-me a pensar que podes escorregar na estrada dos limos e cair à água. Tranquilizo-me. A chuva de luz reflecte o teu retrato. As luminárias voltarão. Na próxima tarde, no próximo Verão, na próxima praia das nossas vidas.

Licínia Quitério

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