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13.4.11

PALMEIRAS



Era uma vez uma palmeira e mais quatro. Eram os meus anemómetros que me diziam, quando de manhã abria a janela, qual a intensidade e direcção do vento. Ontem ouvi o barulho horrível de uma serra eléctrica. Não queria acreditar. As palmeiras foram condenadas à morte. Os colossos tropicais, que alguém em tempos idos ali fez plantar para dignificar a vivenda, estavam a ser reduzidos a grossas fatias de madeira com heras e polipódios agarrados. As árvores são assim - dão guarida e sombra aos mais fracos. Na vizinhança dizia-se que estavam a estragar a casa. Acredito. Palmeiras não são mangericos. Mesmo fora do seu habitat natural, crescem, encorpam, frutificam, impõem-se. Porventura os donos não sabiam deste querer vegetal, desta força que plantavam. Estragavam a casa. Acredito, mas fico triste. Como é que agora vou saber donde sopra o vento?


Licínia Quitério

1 comentário:

M. disse...

Resta-te a memória da companhia que te fizeram.

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