Dois pequenos frutos pendentes da mãe árvore fazem-nos pensar romã, um nome tão bonito como bonita a sua vermelha redondeza. As discretas coroas conduzem-nos ao Natal e aos seus mágicos reis. Se o nosso olhar neles se demora, os dois pequenos frutos aguçarão em nós a vontade de desvendar os segredos da sua polpa granulosa, em dádiva generosa dos múltiplos translúcidos bagos. Fácil pensar em trincá-los, saboreá-los, um sumo vermelho a pintar-nos os lábios, a manchar o bibe da Menina que fomos, a imaginação à solta, leves, leves…
Licínia Quitério
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