Licínia Quitério
25.12.15
REGRESSO
Licínia Quitério
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9:32 da tarde
4.12.15
TELHAS
A telha portuguesa usada na
cobertura das antigas casas. O seu assentamento indiciava a finalização da fase
mais urgente da construção – a cobertura. O pedreiro, curvado, de rins à força
do sol, os pés em equilíbrios que só ele sabia sobre as traves de madeira ainda
descobertas. O servente enchia o balde de massa e levava-o ao ombro pela escada
de mão acima. Com a colher de bico arredondado, o mestre pedreiro vedava com o
cimento a boca das telhas que umas sobre as outras imbricava. Era bonito de se
ver crescer, na inclinação do telhado, as fileiras de barro vermelho, umas às
outras paralelas, e as madeiras a desaparecerem sob a protecção das telhas que
as haviam de guardar das chuvas, Inverno após Inverno.
Depois de muitos consertos e
algumas limpezas, também as telhas vão envelhecendo, soçobrando, deixando de
ser a protecção das madeiras que, apodrecidas, descaídas, irão dizer a quem
passa que a casa chegou ao fim e que das gentes que guardou já pouco sabe.
Licínia Quitério
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3.12.15
AS VIOLETAS
As violetas floriram, por entre a sombra de outras plantas. Cuidado é preciso para não as magoar quando se arrancam ervas bravas. Dão o sinal da presença com o seu perfume delicadíssimo que nos inunda a mão. São também filhas e netas da minha Mãe, da minha Avó, que cuidaram de suas mães, suas avós. São assim as verdadeiras heranças: de sementes, de cores, de cheiros, de delicadezas maiores que todo o oiro.
Licínia Quitério
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