30.7.13
10.7.13
A ORQUÍDEA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
11:43 a.m.
2.7.13
26.6.13
AS COISAS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
3:39 p.m.
22.5.13
A MASTABA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
11:27 a.m.
1.5.13
OLAIA
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
7:21 p.m.
29.4.13
CRISE
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
10:22 a.m.
24.4.13
NÃO FORA ABRIL
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
4:51 p.m.
18.4.13
LUA NOVA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
12:21 p.m.
17.4.13
O PRIMEIRO RELÓGIO
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
7:02 p.m.
11.4.13
LÍQUIDO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
11:51 a.m.
9.4.13
PAN
Acordei tarde, ao som do amola-tesouras que passou na rua, procurando sustento, prolongando as chuvas.
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
1:33 p.m.
7.4.13
REGRESSOS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
5:24 p.m.
4.4.13
O GELO
Dobro-me, enovelo-me, reduzo-me, enquisto-me. Só eu resto da alvura dos lençóis, dos dourados da festa, do tumulto, do ardor, do suor, do amor. Só eu, o meu manto de pele, este travo de fel. O gelo.
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
3:57 p.m.
30.3.13
TANTAS PEDRAS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
11:58 a.m.
MARÇO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
2:52 a.m.
21.3.13
UMA AVENTURA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
12:40 p.m.
1.3.13
O JANTAR
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
4:52 p.m.
8.2.13
POMBOS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
8:00 p.m.
1.2.13
CIRCE
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
1:01 p.m.
15.1.13
A SEDE
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
7:10 p.m.
2.1.13
BECOS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
7:27 p.m.
30.12.12
NEVOEIRO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
4:24 p.m.
23.12.12
EDUARDO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
8:58 p.m.
17.12.12
8.11.12
CRÓNICA DE POBREZA
foto da net
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
7:38 p.m.
24.10.12
DONA AUGUSTINHA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
2:58 p.m.
14.9.12
LISBOA
Amei-te, quando te ofereceram a madrugada limpa de Sofia e a cobardia dos tiranos não suportou a pulsação das flores.
Vivi as tuas praças ensolaradas de cantos e de pássaros novos chegados de longe para te ver abrir o sorriso de pedra e rio.
Atenta ao regresso dos corvos, assustei-me com as sombras dos esqueletos nos balcões apagando as sardinheiras, com a turvação do rio, com as moedas por detrás da mesa, trinta vezes trinta.
Falo-te e choro-te, cidade do meu norte e do meu sul, porque seca e cabisbaixa te vejo, catando despojos de batalhas perdidas, agoniada nas sirenes das ambulâncias, roída pelos ratos que perderam as naus, encalorada pelas áfricas que acolhes e rejeitas e maltratas como se não quisesses fazer-lhes filhos tantos.
Guardo-te, com o peito a latejar de ausência, no meu cofre de vaidade e ternura, para que não te percas, não te vendas, não expulses os teus homens novos, não mates as tuas mulheres velhas, não ponhas de novo o pé à parede como faziam as sem amor antes daquela imensa madrugada.
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
11:04 a.m.
10.8.12
ALCINA MAGRINHA DE PERNA BONITA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
6:58 p.m.
4.7.12
ESTENDAIS
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
3:18 p.m.
25.6.12
O LINHO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
9:39 p.m.
AS ALMAS
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
2:51 p.m.
16.6.12
ARROZ DE TELHADO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
3:42 p.m.
15.6.12
A PORTA DA TARDE
Nota: Resposta ao desafio em http://outrostemas.blogspot.pt
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
2:18 p.m.
13.6.12
ERA UMA CASA
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
9:51 p.m.
"O DESPERTAR DOS VERBOS"
Poema de Mário Domingos, do seu único e grande livro. Foi o Amigo, ficou a Poesia e a Saudade.
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
5:21 p.m.
9.6.12
TADZIO
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
5:31 p.m.
20.5.12
AVE
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
5:46 p.m.
14.5.12
O CALOR E O VERDE
Foram os dias do calor e do verde. A luminescência do granito acendia estrelinhas sob os nossos passos. A sinfonia de verdes, nas alturas da Penha, dissipava todo o cansaço que do corpo se esquecia. Da humildade dos musgos à altivez das frondes dos carvalhos, toda uma gama de ondas de cor e de luz, que uma e a mesma coisa são, mas nos confundem o desejo de diversidade. As grandes pedras, solitárias ou em acasalamentos de improvável estabilidade, chamam-nos, provocam-nos, sugerem a nossa pequenez, a quase transparência que somos no tempo do calor e do espanto. Só quando regressamos ao casulo dos dias, repegamos a construção da solidez, antes de sermos, nós também, uma cor, uma luz, na última, possível, única dimensão.
Licínia Quitério
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
6:43 p.m.
14.4.12
TECLADO
Publicado por
Licínia Quitério
Por favor comente clicando nas horas
2:49 p.m.






