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MINEIROS
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24.8.15
PALMIRA
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OS LOUCOS
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15.8.15
VENDER A CASA
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12.8.15
A TASCA DO DELFIM
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ESPIGUEIROS
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6.8.15
O HOMEM DO ACORDEÃO
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24.7.15
ESCADAS
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21.7.15
LÁ ISSO...
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20.7.15
O CÓLEO
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15.7.15
O FUMO
Sempre triste, a rapariga. Sempre igual nos seus dias sempre iguais. Chega, em passos de uma única medida, a mesma de todos os dias, no seu caminho sempre o mesmo. Elegeu a mesa, a cadeira onde fica, à mesma hora, até à mesma hora de todos os dias. Não se pode afirmar que vista sempre as mesmas calças, a mesma blusa, mas nela tudo parece o mesmo dos dias anteriores, a fita com que prende o cabelo, a cor do cabelo, o penteado. Também iguais a mala a tiracolo, as sandálias com que marca a precisão dos passos lentos. Fuma, a rapariga, vagarosamente, enquanto bebe o café, o copo de água, enquanto folheia o jornal de sempre. Nesta monotonia, o que chama mais a atenção é o mistério no olhar da rapariga, parado, vazio, com que olha o mundo, ou não olha. Um olhar daqueles é igual a um desgosto persistente, a uma espera de nada, a um hiato no tempo da rapariga, a um buraco negro que ninguém sabe o que seja, nem sequer que exista. Tão triste, esta rapariga sempre igual, a sua figura ensaiando a transparência, até que um dia se esvaia com o fumo do cigarro.
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9.7.15
AS RAPARIGAS
São bonitas estas raparigas de longos, largos vestidos, de ombros nus, mais morenas do que brancas, de cabelos compridos, soltos. Diria que são presenças de luz irradiante por detrás dos óculos escuros. Caminham devagar, arrastando um pouco os passos, com uma sensualidade antiga de fêmeas ainda jovens. Muitas trajam de negro, desprezando o calor com que o escuro lhes abusa os corpos.
foto de Les Demoiselles d'Avignon, de Pablo Picasso - recolhida na net
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28.6.15
OS BONECOS
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22.6.15
OS MIÚDOS
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21.6.15
ERA UMA VEZ UM INGLÊS
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30.5.15
A PONTE
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28.5.15
O ESPELHO
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26.5.15
A FOLHA
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23.5.15
SERRA D'ARGA
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19.5.15
A BUGANVÍLIA
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8.5.15
O RACIONAMENTO
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3.5.15
A MARCA DO WHISKY
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23.4.15
O SUICÍDIO DA CADEIRA
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19.4.15
O CERCO
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GLICÍNIAS
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20.3.15
O ECLIPSE 2
Num jardim, numa praça da cidade, eu em cima de um banco, ele no chão, muita gente por ali, eram os anos em que as pessoas tinham curiosidades, havíamos saído há pouco de um eclipse social. Foi um eclipse total do Sol, daqueles que só vemos uma vez na vida, se ela não for demasiado longa. Foi breve a escuridão, um vento se levantou do chão da praça e fez redemoinhar as copas das árvores, a dar-me um arrepio, talvez nas costas, talvez no coração. Lembro-me de um curto silêncio, da estupefacção das pessoas, tudo muito breve, já passou, a minha mão ainda uns instantes no ombro dele, não fosse a terra cair, não fosse o mundo acabar, agora que o mundo novo, a nova vida, apenas começavam para mim.
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O ECLIPSE
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17.3.15
IDOS DE MARÇO
É a roupa a corar
É o musgo no muro
A andorinha a ensaiar
O seu voo futuro
São as águas de Março
O Inverno acabado
São os idos de Março
É preciso cuidado
Licinia Quitério
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16.3.15
PEIXE FRESCO
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11.3.15
"ADMIRÁVEL MUNDO NOVO"
Conhecemo-nos desde os anos do princípio do século em que os blogues abriram portas para outros mundos virtuais e se tornaram encontro de muita gente que se uniu por gostos comuns, que se atreveu a expor ideias, saberes, talentos até ali inéditos. Foi por aí que no meu blogue O Sítio do Poema me travei de simpatias e amizades com gente de que vagamente sabia um nome ou um "nome de guerra", uma fotografia ou um avatar. Com o correr dos anos, muitos desistiram, desapareceram, por uma razão ou por outra faltaram aos encontros que, na febre da novidade, chegavam a ser diários. Depois veio o Facebook e nos blogues, perdido o encanto inicial, persistiram os jornalistas, os escritores, os fotógrafos, e outros e outros e até eu que teimo em publicar o que vou escrevendo.
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